O conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã completa um mês com reflexos diretos no mercado internacional de petróleo, pressionando o preço do barril ao longo de março.

No Brasil, o impacto já é sentido pelo consumidor. Com a gasolina em média a R$ 6,65, segundo dados da Petrobras, há registros de valores mais altos em algumas cidades, como Salvador, onde o litro chega a R$ 7,99. A tendência de alta também alcança outras regiões.

Diante desse cenário, além de se planejar financeiramente, o motorista pode adotar medidas para reduzir o consumo. A forma de condução é um dos principais fatores. Acelerações e frenagens bruscas aumentam o gasto de combustível, especialmente em ambientes urbanos, marcados por paradas constantes. Antecipar o trânsito e evitar reações abruptas contribui para um consumo mais equilibrado.

A aerodinâmica do veículo também influencia. Acessórios externos, como racks e bagageiros, aumentam a resistência do ar e exigem mais esforço do motor. Em baixa velocidade, dirigir com os vidros abertos pode ser mais econômico do que utilizar o ar-condicionado. Já em velocidades mais altas, manter os vidros fechados reduz a resistência e favorece o consumo, mesmo com o uso do sistema de climatização.

A manutenção do veículo é outro ponto essencial. Trocas de óleo fora do prazo comprometem o desempenho do motor e elevam o consumo. Pneus descalibrados também aumentam o atrito com o solo, podendo elevar o gasto em até 10%. Manter revisões em dia e utilizar aditivos de limpeza no sistema de injeção contribuem para maior eficiência e durabilidade do carro.

O excesso de peso é mais um fator que impacta negativamente o consumo. Por isso, a recomendação é manter apenas o essencial no veículo. Por fim, práticas como encher o tanque além do limite não trazem benefícios e ainda podem causar danos ao sistema de evaporação de combustível.

Com informações de Cauê Lira e Gabriely Rodrigues, do Autoesporte.