Os carros atuais não exigem mais o engraxamento periódico da suspensão, prática comum em veículos antigos. No passado, era necessário parar em postos ou oficinas para aplicar graxa em pivôs, ponteiras e outros componentes, garantindo o bom funcionamento do conjunto.

De acordo com o mecânico Ludovico Ballestros, do Pitucha Centro Automotivo, em Belo Horizonte (MG), os veículos modernos já saem de fábrica com lubrificação permanente. Peças como pivôs, terminais de direção e articulações contam com graxa selada, o que elimina a necessidade de manutenção frequente com bomba de graxa.

Isso, no entanto, não significa ausência de cuidados. A suspensão continua sendo um item essencial para a segurança e requer inspeções periódicas. O foco da manutenção deixou de ser a lubrificação e passou a ser a verificação da integridade estrutural e funcional das peças.

Entre os principais pontos de atenção estão as coifas — borrachas que vedam a graxa interna —, que, se rasgadas, podem levar à contaminação e exigir a substituição do componente. Folgas, estalos ao esterçar o volante, vibrações, rachaduras em buchas e vazamentos em amortecedores também indicam desgaste e comprometem a dirigibilidade.

A recomendação técnica é revisar o sistema a cada 10 mil quilômetros ou sempre que houver comportamento irregular na direção. A manutenção preventiva é fundamental para evitar falhas e garantir a segurança do veículo.

Com informações de João Vitor Ferreira, da Quatro Rodas.