Se no passado as mulheres pagavam valores mais baixos pelo seguro do carro em comparação aos homens, esse cenário vem mudando nos últimos anos. Cotações recentes indicam que, em muitos casos, as apólices femininas passaram a custar mais caro, com diferenças que podem chegar a quase R$ 2 mil, dependendo do perfil do condutor e do veículo.

O valor do seguro automotivo é definido a partir de diversos fatores, como modelo e preço do carro, idade do motorista, local de circulação, existência de garagem, histórico de sinistros e comportamento no trânsito. Esses critérios continuam sendo utilizados pelas seguradoras, mas a forma de análise tem se tornado mais dinâmica e baseada em dados atualizados.

Segundo Michel Tanam, gerente da Creditas Seguros, estudos recentes e dados de mercado de 2025 mostram que o perfil feminino tem se exposto a maiores riscos no trânsito urbano, especialmente em horários de pico, o que tem impactado as estatísticas de colisões. Embora os acidentes envolvendo mulheres costumem ser menos graves, a maior frequência de pequenos incidentes tem pesado no cálculo do risco pelas seguradoras.

Outro fator relevante é a mudança na forma de análise dos dados. As empresas passaram a utilizar informações em tempo real para ajustar seus preços. Se, em determinado período, o índice de sinistros entre mulheres em grandes centros urbanos supera o dos homens na mesma faixa etária, essa tendência passa a ser refletida rapidamente no valor das apólices.

Especialistas ressaltam, no entanto, que não existe uma regra fixa. O preço final do seguro sempre depende da combinação entre perfil do condutor, características do veículo e localidade. Cada caso é avaliado de forma individual, o que pode resultar em variações significativas entre segurados.

Com informações de Vitória Drehmer, do Autoesporte.