O Latin NCAP, órgão independente que avalia a segurança de carros vendidos na América do Sul, adotará regras mais rígidas a partir de 1º de janeiro de 2026. As mudanças tornarão mais difícil a conquista da nota máxima de cinco estrelas, mesmo com avanços como a inclusão de conectores para bafômetro entre os itens que podem melhorar a pontuação.

O novo protocolo reforça sobretudo os testes de impacto, que passam a exigir maior nível de proteção estrutural. Os sistemas de assistência à condução, conhecidos como ADAS, terão peso ainda mais decisivo na avaliação final. Além disso, a média necessária para atingir cinco estrelas aumentará progressivamente até 2029, elevando o nível de exigência ano após ano. Os dummies usados nas colisões foram substituídos por modelos mais modernos, capazes de registrar dados mais precisos.

A tabela atualizada introduz alterações como impacto lateral com maior velocidade e massa de colisão, impacto em poste com novo ângulo de 75°, avaliação de efeito chicote também para passageiros do banco traseiro e verificação da integridade estrutural do veículo. A entidade passa a testar ainda itens como liberação de cintos, abertura de portas, sistemas de emergência e segurança pós-colisão em modelos elétricos e híbridos. O teste de evasão será realizado em três velocidades e sensores de permanência em faixa, frenagem de emergência, controlador de velocidade e detector de ponto cego terão critérios mais rigorosos.

Modelos com predisposição para receber sensor de álcool também serão favorecidos, mesmo que o item ainda não seja obrigatório. A partir de 2028, para conquistar cinco estrelas, todos os carros deverão oferecer controle eletrônico de estabilidade, aviso de cinto de segurança, sensor de ponto cego e assistente automático de velocidade como itens de série. Para melhorar a nota, as fabricantes precisarão ampliar a oferta de tecnologias avançadas conforme o volume de vendas, como frenagem autônoma em ao menos 70% dos veículos da linha.

O Latin NCAP, que hoje é financiado por fundos e ONGs internacionais, busca parcerias com governos para viabilizar o projeto.

Com informações de Cauê Lira, do Autoesporte e imagem de reprodução/Latin NCAP.