Todos os anos, proprietários de carros, motos, caminhões e ônibus precisam se programar para o pagamento do IPVA (Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores). A cobrança varia conforme o estado e é calculada sobre o valor venal do veículo.
O governo do Paraná anunciou uma redução expressiva: a alíquota do imposto passará de 3,5% para 1,9% a partir de 2026, tornando-se a mais baixa do país. Atualmente, alguns estados já oferecem valores diferenciados, mas quase sempre restritos a condições específicas, como tipo de combustível, potência do motor ou idade do automóvel.
Em Pernambuco, por exemplo, a taxa de 1,5% é aplicada apenas a veículos movidos a GNV, o que corresponde a uma pequena parte da frota. No Espírito Santo, carros com mais de 15 anos estão automaticamente isentos. Já em Mato Grosso, modelos 1.0 pagam 2%, enquanto os demais ficam em 3%. O Ceará estabelece faixas de alíquota que variam entre 2,5% e 3,5% conforme a potência, e no Sergipe o percentual vai de 2,5% a 3% de acordo com o valor do veículo. Em Alagoas, a cobrança também é progressiva, variando de 2,75% a 3,25%.
Antes da mudança, o Paraná figurava entre os estados mais caros, com 3,5%, mesma taxa do Distrito Federal. Com a redução, ficará ligeiramente abaixo do Acre, onde o IPVA é de 2%.
Na outra ponta, os maiores valores chegam a 4%, cobrados em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. No caso fluminense, há exceções: carros a GNV pagam 1,5% e os elétricos apenas 0,5%. Em Goiás, a cobrança é de 3% para veículos até 100 cv e 3,75% para os mais potentes. Já no Mato Grosso do Sul, veículos a gás natural são isentos. O Piauí adota alíquota de 3% para automóveis acima de R$ 150 mil, enquanto no Rio Grande do Norte os elétricos pagam 0,5% e modelos com mais de dez anos não são tributados. Em Rondônia, veículos de transporte por aplicativo também podem obter isenção.
Com a revisão anunciada, o Paraná assume a liderança entre os estados com IPVA mais barato do Brasil, refletindo a tendência de alguns governos em aliviar a carga tributária sobre o setor automotivo, ainda que a maioria mantenha a alíquota média de 3%.
Com informações de Gabriely Rodrigues, do Autoesporte.