O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê 243 infrações diferentes, muitas delas cometidas no dia a dia sem que os motoristas percebam. Entre as mais comuns estão condutas aparentemente inofensivas, mas que geram multas e pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Um exemplo frequente é transportar bagagens no banco do carro. Sacolas e objetos soltos dentro da cabine representam risco em caso de frenagem brusca ou colisão, podendo ferir os ocupantes. A infração é considerada grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. O correto é sempre utilizar o porta-malas.
Outra situação é dirigir em velocidade inferior à mínima permitida. A regra estabelece que o limite mínimo corresponde à metade da velocidade máxima da via. Circular abaixo desse patamar caracteriza infração média, punida com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na habilitação, exceto em casos de más condições climáticas ou de tráfego.
Conduzir o veículo com apenas uma das mãos, como ao comer ou beber, também é passível de penalidade. A infração é média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos. Se a bebida for alcoólica, a punição é bem mais severa: multa de R$ 2.934,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses, recolhimento da CNH e retenção do veículo.
Trocar de faixa sem sinalizar é outro hábito corriqueiro que pode custar caro. O artigo 196 do CTB determina que a falta de aviso prévio com seta ou gesto regulamentar configura infração grave, com multa de R$ 195,23 e acréscimo de cinco pontos na carteira.
Por fim, não manter distância segura do veículo à frente também é considerado infração grave. Embora não exista uma medida fixa para determinar o espaço adequado, cabe ao agente de trânsito avaliar se houve risco de colisão de acordo com as condições da via, como pista molhada ou tráfego intenso. A penalidade é a mesma: multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Esses exemplos reforçam que infrações nem sempre estão ligadas a manobras perigosas ou a excesso de velocidade. Atos rotineiros, muitas vezes cometidos por descuido, também comprometem a segurança no trânsito e geram consequências para os condutores.
Com informações de Vitória Drehmer, do Autoesporte