Trocar o lubrificante do motor é um dos cuidados mais importantes para a saúde do carro. Mas, mesmo com manutenção em dia, há um risco que pode ser tão ou mais prejudicial que rodar com óleo vencido: o uso de produtos adulterados ou falsificados.
Segundo o Instituto Combustível Legal, um em cada dez lubrificantes automotivos vendidos no Brasil apresenta irregularidades. Entre as fraudes estão produtos fora de especificação, misturados com água ou solventes, óleo reciclado de forma inadequada vendido como novo e falsificações com embalagens idênticas aos originais.
O prejuízo pode ser alto. Lubrificantes adulterados não reduzem o atrito como deveriam, comprometendo a performance, aumentando o consumo, acelerando o desgaste das peças e podendo causar falhas graves, como corrosão interna, entupimento de dutos e até o travamento completo do motor. Em casos extremos, a retífica pode superar R$ 12 mil. Além disso, o uso de óleo falsificado pode levar à perda da garantia do veículo. No Brasil, as perdas econômicas anuais com esse tipo de fraude passam de R$ 1,4 bilhão.
Para se prevenir, desconfie de preços muito abaixo do mercado, procure oficinas e marcas conhecidas, siga as recomendações do manual e verifique se o produto tem selo e número de registro da ANP. No site da agência há lista atualizada de itens reprovados. Antes da troca, pesquise a reputação do estabelecimento e, ao final, exija nota fiscal — documento essencial para eventuais denúncias.
Se suspeitar que recebeu óleo adulterado, o caso pode ser registrado no site do Instituto Combustível Legal, na seção de denúncias. Cuidar da procedência do lubrificante é proteger não só o bolso, mas também a segurança de todos a bordo.
Com informações Instituto Combustível Legal via Autoesporte.